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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Lei dos Direitos Civis nos EUA


 A segregação racial nos estados do sul dos EUA foi cruel. Fruto da derrota sulista na Guerra de Secessão Americana, a intolerância contra negros e outras minorias era bem semelhante ao Apartheid, na África do Sul. Os afro-americanos não podiam entrar em locais que exibiam placas “Somente para pessoas brancas”, tinham que ceder seus lugares em ônibus para brancos e ainda tinham que enfrentar a famigerada Klu-Klux-Kan, que fazia seus “julgamentos”.

Porém, nos anos sessenta, surgiram as primeiras lideranças que lutavam pelos direitos civis da população afro-americana. Entre estes líderes estava o Pastor Martin Luther King Jr , que pregava a luta pacífica pela igualdade racial. Em Junho de 1963, um tribunal federal ordenou que a Universidade do Alabama aceitasse a matrícula de dois alunos negros e o Governador do estado, George Wallace foi até a porta da Universidade impedir a matrícula dos alunos. Foi preciso que o então presidente John F Kennedy federalizasse a Guarda Civil do Estado do Alabama para garantir a entrada dos estudantes. No mesmo dia, o Presidente Kennedy falou ao país, transformando a questão dos direitos civis dos afro-americanos em uma questão moral. Neste discurso ele lembra que os EUA foram constituídos por indivíduos de várias raças, sob o princípio que todos os homens são criados igualmente e que o direito de um diminui quando o de outro é ameaçado. Lembra que embora tenham sido libertados por Lincoln há um século, nem todos eram livres. Mesmo sabendo que poderia perder votos nos estados do sul, ele encaminhou ao Congresso no dia seguinte o pedido para elaboração da
Lei dos Direitos Civis.Em agosto 28/08/1963, houve a Marcha em Washington por Trabalho e Liberdade, que reuniu 250.000 pessoas. Neste dia, o Pastor Martin Luther King Jr fez seu famoso discurso “Eu tenho um sonho”, em frente ao monumento de Lincoln. A Lei dos Direitos Civis entretanto, só foi assinada no dia 02/07/1964 pelo então presidente Lyndon B.Johnson, após a morte de Kennedy.

Cinquenta anos separam estes acontecimentos. Hoje, legalmente não é possível negar ou cercear direitos, mas nem todos são tratados como iguais. A luta contra o preconceito é mais longa e árdua que a luta pelo reconhecimento de um direito,porque o primeiro nasce da negação do segundo. Porém é preciso encarar este desafio não só pelo medo da lei, mas pelo reconhecimento da igualdade e pela certeza que juntos podemos fazer um mundo mais justo, enriquecido pela diversidade e fortalecido pela fraternidade.

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