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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Quanto vale um minuto?


      Este é um período de fazer alianças, na disputa eleitoral. É nesta hora, onde teoricamente haveria uma aliança em torno de um projeto ou proposta que provoque ou não união de partidos políticos. Se você acompanhar com atenção a evolução das campanhas, é agora, por causa de tempo no horário eleitoral, que começam a nascer os problemas, cujo custo é repassado para o eleitor.

      Vamos tomar a campanha política para governador do estado de São Paulo, como exemplo.Lula decidiu que o candidato do PT ao governo será o ex-ministro da saúde Alexandre Padilha. Por que Lula insiste em indicar candidatos sem nenhum preparo para disputar cargos importantíssimos é uma incógnita. Vaidade? Falta de pessoas habilitadas dentro do PT? Permanência no poder a qualquer custo? Graças a ele, temos Dilma na presidência e a cidade de São Paulo tem Haddad.

      A gestão de Alexandre Padilha no Ministério da Saúde já era questionável. Na saída, firmou convênio com uma ONG de seu pai, o que já não é muito "republicano". Depois disso, veio o escândalo Laborgen, negócio até hoje nebuloso e que colocava o doleiro Alberto Yousseff dentro do Ministério da Saúde através do ex-deputado André Vargas. Que o assessor de Padilha estivesse envolvido, não há dúvida, porém é difícil aceitar que o então Ministro não tivesse conhecimento. Depois disso, em meio ao caos que tomou São Paulo com a greve dos rodoviários e troca de denúncias, uma delas ligando o Deputado Estadual Luiz Moura a uma reunião com membros de uma facção criminosa, aparece foto de Padilha com o deputado em festa de aniversário. Para coroar, veio a confirmação do apoio à candidatura de Padilha, pelo PP, partido de Paulo Maluf, procurado pela Interpol e cujos valores de contas em paraísos fiscais já foram repatríados ao Brasil e  provados a exaustão que eram frutos de desvios de recursos públicos.

      Tudo isso é somente azar? Policiamento ideológico da oposição? Factóide ( a Dilma adora esta palavra) da mídia? Este é o cartão de visitas do Alexandre Padilha. Quanto vai custar esta aliança ao governo do estado? Quanto tempo o cidadão paulista pagará por este minuto? Em qualquer outro lugar do mundo, uma pessoa que estivesse na posição de Padilha, já teria renunciado à candidatura. No Brasil,não. Por que sabe-se que o brasileiro tem "memória curta", tem a Copa neste mês e tem marqueteiro para fazer uma campanha "de virar a cabeça" de qualquer um, caríssima, paga geralmente através de "contabilidade criativa".

      A Reforma Política, sempre discutida em véspera de eleição, tem que ser feita imediatamente. O tempo de cada candidato no horário eleitoral tem que ser dividido por outros critérios. Não é possível que não se possa governar um país sem distribuir cargos e sem colocar nossas riquezas e empresas nas mãos de políticos. Projetos políticos devem ser aprovados pela sua viabilidade e pelo benefício que trará à população, não para atender projetos e feudos eleitorais. Enquanto tudo isto nãoacontece, sugiro ao eleitor que vá anotando os prós e contras de cada candidato e que faça de seu voto um instrumento de mudança, uma arma poderosa que quebre este ciclo vicioso do toma-lá-dá-cá.

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