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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Qual é seu freio?

Em uma passagem do livro “O coração das trevas”, o autor Joseph Conrad narra  uma viagem de barco em um rio do Congo, onde a maioria da tripulação era composta por canibais. Em determinado trecho da viagem, eles são privados do alimento que trouxeram e mesmo assim não atacam nenhum passageiro. O personagem principal se pergunta qual é o freio de cada um, o limite da conduta, uma vez que aqueles homens estavam passando fome, que teoricamente é a última barreira do homem.

Qual é o freio que rege o nosso atual governo, ou melhor, o que o impulsiona a tecer esta teia de partidos como base de sustentação para o próximo governo? Hoje foi o dia de PP e PR manifestarem seu apoio na coligação e de imediato o PR já exigiu o Ministério dos Transportes.

Agora vamos lembrar da “faxina” de Dilma no início de seu mandato, onde sete ministros pediram demissão em seis meses e após apenas seis meses de governo por escândalos de corrupção serem “descobertos” pela mídia. O então Ministro Alfredo do Nascimento, que comandou a pasta por duas vezes no governo Lula e foi reconduzido ao cargo por Dilma, pediu demissão por suspeitas de superfaturamento e recebimento de propinas de construtoras no Ministério. Na época foi divulgado que o então Secretário-Geral do PR, Valdemar da Costa Neto comandava o esquema que rendia 5% de comissão ao partido e que contava inclusive com uma sala no Ministério. Lembrando também que Valdemar da Costa Neves está cumprindo pena no Presídio da Papuda após condenação no processo do mensalão. Gostaria de saber por que este partido tem esta fixação por esta pasta.

Com relação ao PP, o sétimo ministro a cair na “faxina” foi Mário Negromonte, então Ministro das Cidades. No caso dele a acusação era de oferecer propina aos membros de seu próprio partido para continuar na pasta e por supostamente comandar um esquema de concorrências fraudulentas. Aliás, Paulo Roberto Costa foi nomeado ao cargo de Diretor de Abastecimento na Petrobrás por indicação do ex-deputado José Janene do PP, também envolvido no escândalo do mensalão.E por sinal, parte do dinheiro arrecadado em suas negociatas era destinado ao financiamento de campanhas e partidos políticos, segundo a apuração da Polícia Federal.

Essas alianças são costuradas tendo como moeda de troca o tempo que cada partido dispõe no horário eleitoral. Não há identificação ideológica, não há um plano de governo que os uma, não há nada além da barganha pelos preciosos minutos. Após as eleições, há a distribuição dos cargos e com eles, vem um respeitável orçamento, que é composto principalmente de impostos cobrados direta ou indiretamente de todos os brasileiros. No caso da Petrobrás, além de Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró, o responsável pela elaboração do relatório “falho técnica e juridicamente” que resultou na compra da Refinaria de Pasadena, foi indicado ao cargo pelo PMDB e pelo PT.Olha o buraco que cavaram na Petrobrás!

Quando as pesquisas apontam que 75% dos brasileiros querem mudança, começamos a perceber que tudo se encaminha para a repetição dos mesmos erros. Os minutos da propaganda eleitoral são preciosos , porque após a edição comandada por marqueteiros hábeis, vemos um Brasil que não existe, populações agradecendo a entrega de obras inacabadas e promessas de um futuro dourado. Faça um favor para você mesmo: quando for exibida a propaganda desta coalição ou aliança no horário político, desligue a televisão.

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