Quem sou eu

Minha foto

Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

domingo, 8 de junho de 2014

Preparamos nossos filhos para serem parceiros?

Tenho filhos e ocasionalmente penso na educação que dei para os dois. Lembro-me primeiro dos cuidados de higiene, depois da alimentação, dos amigos, da escola, de prepará-los para a vida adulta. Lembro-me das cobranças por desempenho escolar, da preocupação em vê-los escolher uma carreira tão cedo, da importância em persistir, de meu objetivo em vê-los independentes, bons alunos e bons profissionais.
Tive uma conversa especial quando eles completaram dezoito anos, que foi entremeada por momentos sérios e outros nem tanto. Lembro-me do espanto de um deles, ao chegar na faculdade e descobrir que não era preciso pedir licença para ir ao banheiro. De minhas preocupações com vícios e bebidas  entre outras.

Recentemente tivemos uma conversa sobre o papel deles em um relacionamento. Achei que era importante falar sobre isso, sobre a importância da amizade, da lealdade, da fidelidade, dos filhos, das alternâncias que ocorrem em uma relação, do respeito e sobretudo da parceria. Nenhum relacionamento sobrevive quando um lado só funciona. De todas as conversas que tivemos, esta foi a primeira que falamos sobre este tema e acreditem, nenhum deles virou os olhos.

Acho que a gente se preocupa muito com a largada da corrida e pouco em como a prova vai se desenrolar. Acho que algumas vezes nos preocupamos em prepará-los para a vida prática, mas não nos preocupamos em prepará-los para os relacionamentos e com isso, eles acabam repetindo nossos erros ou praticando aquilo que é visto na sociedade como normal.

E não podemos esquecer que vivemos tempos violentos, tempos difíceis para as famílias, tempos de relacionamentos intensos e às vezes infantis, onde precocemente se mistura vida financeira, afetiva e social. Relacionamentos onde às vezes eles abrem mão de coisas que não podem renunciar e tem prioridades impossíveis de se alcançar, onde ciúme é escala de querer-bem e as quantidade e qualidade de coisas materiais espelham o da relação.


Mais uma vez pergunto: Estamos preparando nossos filhos para serem parceiros? Para os bons e maus momentos? Para agirem como parte da situação, para dividirem afeto, respeito, incentivo e tarefas? Que não há espaço para competição, principalmente de quem é pior? Para terem discernimento para reconhecer a hora de terminar, com dignidade e sem causar sofrimentos inomináveis? Porque quando termina a parceria, retoma-se ou pode-se iniciar uma grande amizade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário: