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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

terça-feira, 3 de junho de 2014

Os psicopatas e o mercado de trabalho


Sabe quando você encontra um antigo companheiro de trabalho, que agora trabalha em uma nova empresa e ele começa a descrever como as coisas são lá são diferentes e no decorrer da conversa  ele fala, meio brincando:“- O meu chefe é o maior psicopata, você tem que ver!” Pode ser que, sem saber,  ele esteja falando a verdade.

Segundo pesquisas recentes, a  incidência de psicopatas entre CEOs é quatro vezes maior do que entre pessoas normais.  Agora, não pense que você passará pela mesma experiência que os companheiros de trabalho do maior serial killer dos EUA , Gary Ridgway passaram. Durante anos eles




trabalharam ao lado dele, em dúvida se ele era ou não o autor dos assassinatos de Green River. A psicopatia tem níveis de classificação: brando e de moderado a grave. Os psicopatas apontados pela pesquisa estão entre o grau brando a moderado. As principais características de um psicopata são:  ausência de empatia ou sentimento de culpa e remorso, frieza, extrema racionalidade, manipulação, sedutores ou usam de sedução, mentem freqüentemente, não assumem responsabilidade por seus erros sempre encontrando um “culpado”, entre outras características.

O mercado de trabalho seleciona indivíduos tendo por base as seguintes qualidades: poder de persuasão,dedicação, mais racionais, não ter dificuldade em tomar decisões, dedicação em conquistar objetivos, foco, entre outras. Estas qualidades acabam por ser iguais  às características de um psicopata, que por também gostarem muito da sensação de poder, acabam por crescer rapidamente em suas carreiras.

A princípio, achei bem surpreendente os resultados deste estudo, depois , pensando bem em alguns casos, cheguei à conclusão que, em alguns ambientes de trabalho muito competitivos, só mesmo sendo um psicopata para você permanecer ou progredir. Acho que esta pesquisa nos faz refletir sobre as empresas e as relações humanas,porque independente do grau de psicopatia, ela não deixa de ser uma doença, caracterizada principalmente pela ausência de emoções e frieza. As empresas utilizam e geram recursos para a sociedade, mas seu principal capital é o humano, são  pessoas que tem sentimentos e necessidades que trabalham e dependem desta empresa.bem como comunidades inteiras. Empatia, planejamento, crescimento sustentável e harmonia devem caminhar lado a lado com o crescimento e geração de lucros.

Para quem não assistiu, deixo aqui como sugestão o documentário Roger & Me,  de Michael Moore sobre a cidade em que ele nasceu, que dependia diretamente de uma fábrica da  General Motors que foi fechada.Agora imagine como estão cidades inteiras com a transferência de empresas para países asiáticos e para a China. Difícil este novo mundo onde decisões como estas são tomadas por pessoas, que podem ter literalmente uma parte faltando. 

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