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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

sábado, 14 de junho de 2014

O dilema da Petrobrás

Não sendo suficiente a exposição dos dados da Operação Lava-Jato  liberados pela Justiça para análise pelas CPIs,a prisão de Paulo Costa  após a descoberta de contas milionárias na Suíça abastecidas com depósitos de fornecedores, a Petrobrás terá um período  complicado pela frente.

Após o crescimento dos ataques dos insurgentes  ao norte do Iraque e a aproximação com Bagdá ( estão a 100 km de distância), o preço do barril de petróleo disparou, chegando aos valores mais altos nos últimos 09 meses. Este aumento é tão significante e a situação na região tão instável, que Irã e EUA, inimigos eternos em fase de reaproximação, estudam ações para conter os avanços dos rebeldes . É possível que os EUA  inicie os bombardeios aéreos ainda neste domingo, 15/06.

Como ainda não somos auto-suficientes e importamos combustíveis,  a Conta Petróleo  que teve um aumento de 24,5% em relação a 2013 será diretamente impactada pelo aumento dos preços. Medidas emergenciais já  estão em análise, como o aumento do percentual de Etanol na gasolina. O problema é que o preço do Etanol não está tão atraente assim , pois além dos problemas que as usinas estão enfrentando concorrendo com a gasolina que tem preços subsidiados pela Petrobrás (vende mais barato do que compra) a falta de chuvas e o  verão rigoroso que tivemos também influenciou na produção e no valor final do produto.

Porém , esta medida isoladamente não resolve o problema, é um paliativo. É preciso que o valor dos combustíveis seja reajustado. A realidade é outra e a Petrobrás já está além de seu limite de endividamento. A questão é o impacto do aumento dos combustíveis na economia e nos preços em geral (transporte público, produção das termoelétricas, alimentos) em época de Copa e eleições.

É como o título do artigo que define a Teoria do Caos: “ Pode o bater das asas de uma borboleta causar um tufão do outro lado do mundo?” Para que o efeito do tufão seja menor, é preciso fazer os ajustes necessários, que já poderiam ter sido feitos gradualmente ao longo dos últimos quatro anos. Não há como fazer milagre e nem como continuar maquiando a situação. Infelizmente, para todos, o que se esperava para 2015 está chegando mais cedo.

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