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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

domingo, 15 de junho de 2014

Lula quer dividir para conquistar


Lula fez dois pronunciamentos, um em Pernambuco e outro em São Paulo que mostram como será a campanha eleitoral pós-copa: dividir, culpar e ameaçar. O lema é vencer a qualquer preço.

Desde as vaias que Dilma recebeu até a falta de água no estado de São Paulo, tudo é culpa do PSDB. O maior culpado pelos problemas econômicos que o país está passando? O Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, que é acusado de ser responsável pela falta de crédito no país. Não importa o tamanho do absurdo, o que importa é convencer para vencer.

É impossível para Lula entender que o ciclo do PT acabou, se exauriu. E quanto mais ele se debate, quanto mais ataca, quanto mais escândalos são descobertos, mais clara fica esta verdade. Acabou. Estamos em fase de renovação, de repensar nosso modelo político, de procurar alternativas novas para problemas antigos e aceitar as que dão certo, de discutir os legados das ideologias que guiaram governos por tanto tempo. Legados sim, porque muitas ideologias foram atropeladas pela realidade.  É uma herança da crise econômica de 2008, não só para o Brasil, mas para o mundo.

Falta grandeza e generosidade a Lula e sobra apego à faixa presidencial . Se, ao final de seu mandato ele tivesse escolhido cuidar de seu legado, ter se afastado das polêmicas, ele não prejudicaria o seu próprio papel na história. Mas foram várias as situações e declarações polêmicas, atitudes questionáveis, como por exemplo a até hoje obscura conversa com Gilmar Mendes, antes do julgamento do mensalão.

Deixo aqui algumas partes do histórico discurso do ex-presidente John F.Kennedy, por ocasião de sua posse para reflexão. Mais de 50 anos se passaram, mas algumas partes são muito atuais. É uma pena que Lula e o PT não o tenha lido, talvez o ajudassem a entender o objetivo maior de um governo.

Celebramos hoje não a vitória de um partido, mas a comemoração da liberdade simbolizando um fim, assim como um começo significando renovação. O mundo está diferente agora. O homem possui em suas mãos mortais o poder de abolir todas as formas de pobreza humana e todas as formas de abolir a vida humana. Ao mesmo tempo, os mesmos valores revolucionários, pelos quais nossos antepassados lutaram, ainda estão em disputa por toda a terra: a crença que os direitos humanos não provêm de uma generosidade do Estado, mas das mãos de Deus. Que a mensagem se espalhe, deste tempo e lugar, para amigos e inimigos, que a tocha passou para uma nova geração de americanos, nascidos neste século, temperados pela guerra, disciplinados por uma paz dura e amarga, orgulhosos de sua herança, que não está disposta  a assistir ou permitir a gradativa destruição destes direitos humanos, aos quais esta nação foi dedicada, e em relação aos quais nós estamos comprometidos hoje,em nossa casa e no resto do mundo.
... Mas tampouco podem os dois grandes e poderosos grupos de nações sentirem qualquer conforto na sua presente condição. Vamos então começar mais uma vez, recordando,ambos os lados, que a civilidade não é sinal de fraqueza e a sinceridade sempre estará sujeita a prova. Que ambos os lados procurem invocar as maravilhas da ciência, ao invés de seus terrores. Juntos, vamos explorar as estrelas, conquistar os desertos, erradicar doenças, pesquisar as profundezas do oceano e encorajar as artes e o comércio. Que ambos os lados se unam para ouvir em todos os quadrantes da terra, as palavras do Profeta Isaías: “Removei as pesadas cargas... deixai os oprimidos serem livres”.

...Nada disso será concluído nos 100 primeiros dias, nem nos 1000 primeiros dias, nem mesmo durante o mandato desta administração, nem quem sabe, durante o nosso tempo de vida neste planeta. Mas vamos começar. Nas nossas mãos, meus concidadãos, mais do que na minha, reside o sucesso ou o fracasso deste curso de ação. Por isso, não me perguntem o que seu país pode fazer por vocês. Perguntem o que vocês podem fazer por seu país.Meus irmãos do mundo: não perguntem o que a América pode fazer por vocês, mas o que juntos podemos fazer pela liberdade do homem”.

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