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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Falando um pouco sobre drogas


Que estão em toda parte, cujo usuário não tem idade, que rende muito dinheiro, que há até uma certa condescendência ao uso, que alguns querem descriminalizar, que só no estado do Colorado, EUA vai render em impostos dez milhões de dólares no primeiro mês após a liberação para venda de maconha, que tem aquela turma que continua afirmando com alguma razão e com uma certa hipocrisia que os danos causados à saúde por drogas legalizadas como álcool e cigarros são bem maiores, enfim, abordagem é que não falta. O maior problema de qualquer tipo de droga legal ou não é um só: elas não são para todo mundo.

Seja por problemas no ambiente familiar durante a fase de crescimento ou por predisposição genética,não são poucos os que começam a utilizar drogas, por curiosidade ou diversão, e acabam com a própria vida e com a de quem os cerca. Você anda pelas ruas e vê tanta gente consumida pelo crack! Interessante é que não tem idade, sexo, perfil. É uma massa de pessoas que você vê, se arrastando nas ruas, algumas abandonaram as famílias, a profissão, os amigos e estão ali, naquela deterioração contínua que começa pelos dentes e vai se espalhando pelo corpo e pelas roupas , que tem aquele cheiro horrível da droga e de sujeira; a própria e a do ambiente. De vez em quando você vê uma grávida no meio, mas fazer o que, se para tratar o paciente precisa querer? Sim, ele pode escolher se quer continuar na rua apodrecendo ou se tratar,mesmo sendo nítido que a pessoa não é capaz de nada, ela tem que querer. As famílias que tentam a internação compulsória estão aí para falar: que os sãos continuem trabalhando, sofrendo, cuidando dos filhos, assumindo todas as obrigações, estes não tem querer, não podem fraquejar. Tem que continuar carregando seu peso e o alheio.

Agora, para fazer o crack é preciso cocaína. Imagine uma droga tão devastadora quanto, mas que é feita a partir da codeína, que você compra em qualquer farmácia, pois é o agente principal em muitos remédios antigripais. Imagina quando explodir o consumo das metanfetaminas por estas terras!

Seja qual for sua opinião, lembre-se destas pessoas e imagine as famílias que ficaram para trás. Eu concordo que o álcool também é uma droga e justamente por ser vendido livremente, é preciso que haja atendimento e tratamento para estas pessoas na rede pública. É preciso encarar este problema dentro das famílias e fazer a prevenção por meio da educação, principalmente nas escolas, mas é também preciso ter programas públicos para o tratamento e programas sérios de combate ao tráfico e de controle de substâncias utilizadas no preparo das drogas.

A Justiça também tem que separar o traficante do usuário. Ao usuário, penas alternativas, mas ao traficante cadeia. Ao que utiliza menores na distribuição ou que tem crianças e adolescentes como clientes,  todos os agravamentos de pena possíveis! Agora tem que investigar e prender e parar com esta história de menor assumir tudo. Não tem cadeia? Constrói! Tem que parar com esta hipocrisia que a cadeia é o fim. Se ninguém cuida do começo é para lá que deve ir o que cometeu uma ação criminosa. E outra coisa: criança não responde por si: se está na rua usando drogas, tem que tratar, não tem querer e não adianta entregar para a família. Tem que ter um local especial para o tratamento delas e depois vem o mais importante, que é a volta para a sociedade e para a família.

Aos que gostam do barato, pensem bem na cadeia que vocês estão sustentando e não se esqueça que ela pode se virar contra você ou sua família a qualquer momento. 

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