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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

terça-feira, 6 de maio de 2014

Valor nominal, real e arrocho salarial

Em Administração e Finanças, usa-se bastante os termos “valor real” e “valor nominal”. Em seu discurso eleitoreiro de 30/04, a Presidente Dilma disse que seu governo não será o “do arrocho salarial” e, em outras conversas informais, o PT questiona como Aécio Neves ou Eduardo Campos manterão a inflação sob controle sem este instrumento, que foi bastante usado no Governo Sarney, aliado ferrenho do Planalto, para conter a inflação.
O arrocho salarial acontece quando os salários são corrigidos abaixo do índice de inflação para conter despesas (principalmente previdenciárias) e evitar a subida de preços. Todo mundo já percebeu que os preços subiram em percentuais bem superiores aos dos salários  e não percebe-se isto apenas nos produtos alimentícios, que estão sujeitos às sazonalidades, mas também em outros produtos e em serviços. Muitos desses aumentos deve-se a adoção da política neo-nacionalista deste governo. Na prática portanto, já existe  uma política arrocho salarial, não tão severa e escancarada, mas já existe. O valor nominal do salário não corresponde ao valor real ( o que ele compra) há muito tempo, só que este efeito perverso  vem se acentuando. Some-se a isto índices que não são totalmente confiáveis, tais como a taxa de desemprego, taxa de crescimento e por aí vai.

Este clima de nervosismo, insatisfação e desconfiança tende a aumentar. Se este governo pode fazer melhor, que o faça agora. Que se pense primeiramente no povo brasileiro e que se governe com seriedade.Há maneiras e maneiras de sair de cena e uma delas é com honra e dignidade por ter feito o seu melhor e pelo menos ter tentado reparar seus erros. Ainda há tempo.


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