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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

sábado, 3 de maio de 2014

O mundo de Lygia

Lembro-me de minha irmã reclamar sobre um livro, que ela deveria ler para a prova bimestral. Era um livro "chato" de ler. Nos dias seguintes, via minha irmã o tempo todo com este livro, às vezes com um sorriso de identificação no rosto. Foi a primeira vez que ouvi falar em Lygia Fagundes Telles, e o livro em questão era "As meninas".
Li o livro e aos poucos fui entrando em um mundo diferente, com citações em latim, de Santo Agostinho, com musgo, anões, carunchos saindo de livros e fotos antigas, histórias misteriosas de famílias, uma forma de escrever sobre um pensamento, que se torna um devaneio que acaba em uma exclamação.
Os alcólatras, os viciados, os loucos, os jovens, estão todos lá, inclusive uma São Paulo que não existe mais, mas que também pode ser qualquer lugar.
De certa forma, todos fazem parte de minha vida. De vez em quando releio algum de seus livros ou um de seus contos e entro naquele mundo especial novamente.
Gosto demais de seus contos como: "Antes do baile verde", "Gabi", "Venha ver o pôr do sol", "Apenas um saxofone".
Acho que ao lado de Clarice Lispector e de Raquel de Queiróz, elas formam o trio de ouro da literatura brasileira.É muito difícil não se identificar com seus personagens, chocar-se ou sentir até mesmo repulsa, mas é impossível ficar indiferente.


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