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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A tática do medo e as estratégias da oposição

Após a divulgação da pesquisa do Datafolha que aponta que 75% dos brasileiros anseiam por mudanças na forma de governo, o PT, coloca no ar uma campanha muito inteligente, elaborada pelo marqueteiro João Santana (a pessoa mais importante do governo depois de Dilma). Esta campanha aposta no medo que todos sentem diante de mudanças, do desconhecido,  e vai além, ilustrando o passado (segundo o Evangelho do PT) e o presente.
Tem medo do futuro quem não entende o presente e suas conseqüências e quem não consegue visualizar cenários ou os futuros possíveis. Neste ponto esta afirmação pode parecer meio” teoria quântica “, mas entra aí a questão da estratégia ou da falta dela.
Deve-se deixar claro as conseqüências da atual política econômica do Governo, os erros cometidos e os resultados a médio e longo prazo, como por exemplo, o represamento de aumentos, o adiamento de alta de impostos para ajudar a cobrir os aportes do Tesouro Nacional na área de energia e previdência, a deficiência de talentos aliados à inexperiência na condução das políticas, as obras inacabadas e superfaturadas, a falta de transparência no diálogo com a sociedade e empresários para a tomada de decisões que evitem o comprometimento da atividade econômica , causada por um eventual racionamento de energia e por aí vai.
O brasileiro não pode dar-se ao luxo de continuar iludido e anestesiado pelo consumo desenfreado. Neste mês, o volume de saques da poupança superaram os depósitos. O ano de 2015 será difícil, ajustes terão que ser feitos, porém o impacto deles poderia ser menor se eles tivessem sido feito ao longo dos últimos quatro anos, gradativamente.
É muito cedo para começar o “canibalismo da oposição”, para mostrar quem é o melhor candidato, o vale-tudo, a pregação do voto útil como Marina fez em São Paulo.  Corre-se o risco de todos saírem enfraquecidos. Agora é hora de fortificar alianças e não cair nas armadilhas do governo, que entre outras estratégias gosta de dividir para conquistar.Cito como exemplo o convite ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para comparecer ao congresso e falar sobre a descriminalização  das drogas ou declarações sobre programas sociais.
Registro aqui também duas observações para Eduardo Campos e Marina:
- A pregação do voto útil não é um bom discurso e éticamente questionável. É herança da inexperiência do brasileiro em exercer seus direitos democráticos, em uma época que houve uma manipulação brutal do eleitorado. Ninguém gosta disto .
- Eduardo Campos tem falado sobre o segundo mandato de FHC, comparando-o ao mandato de Dilma. Como economista, ele deveria ser o primeiro a evitar este tipo de comparação. Dilma não enfrentou a Crise financeira asiática ou a Moratória Rússia. Até que seria bom para ela poder ter um fato desta magnitude para justificar tanta bagunça, mas não tem. Estamos em um período de estagnação econômica pós-2008, mas outros países tem crescido bem mais que o Brasil Além disso, Eduardo Campos foi ministro do Governo Lula.











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