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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

terça-feira, 27 de maio de 2014

A fronteira Acre e Peru e o drama dos imigrantes ilegais


Quando escrevi o post "Haitianos em São Paulo" em 25/04/2014, sobre a "terceirização em massa" que o governo do Acre fez dos haitianos para a Igreja Católica em São Paulo, uma das minhas preocupações era o que estava por trás desta chegada dos haitianos, quem os trazia e como.
Em reportagem hoje do Jornal "Folha de São Paulo", foi apurado que "coiotes" trazem estas pessoas através do Peru e cobram U$ 4.000 ( R$ 8.800,00) por pessoa. A reportagem relatou que as condições são semelhantes a travessia México-USA, porém em condições ainda mais desumanas.
Ao que parece, o mesmo corredor usado para entrada de imigrantes ilegais, inclusive africanos é o usado para entrada e saída de drogas.
Ficam aqui algumas constatações:

- Nós não temos idéia de quem está em território brasileiro
- Não há um esforço do governo federal, através das Forças Armadas, para vigiar estas fronteiras.
- E a questão humanitária, como fica? Havendo uma dificuldade maior em entrar, estas pessoas colocariam suas vidas em mãos de criminosos, ou melhor dizendo, estes já não teriam sido presos?
- Essas pessoas estão vindo em massa, atrás de um sonho vendido por pessoas inescrupulosas. No caso dos haitianos, eles falam francês, não dominam nosso idioma e acabam a mercê de práticas cruéis, como o trabalho escravo e vítimas de facções criminosas.
Como eu disse no meu post anterior, a questão da imigração é de competência do Governo Federal, bem como de investigar e coibir abusos cometidos contra estas pessoas e o governo tem sido omisso nesta questão. Que a defesa de nossas fronteiras seja um problema crônico no Brasil tratado com descaso ( de vez em quando a gente vê uma ação espetaculosa, só para constar), que a defesa da vida destas pessoas mude esta maneira de agir.
Descaso, miséria, drogas são os ingredientes certos para grandes ebulições e surtos de violência.


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