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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

domingo, 27 de abril de 2014

Hemingway – Uma vida quase tão vasta quanto sua obra

O primeiro livro que li de Hemingway foi “Por quem os sinos dobram”, que ganhei de presente de aniversário de 15 anos. Fiquei impressionadíssima com o texto, com as descrições detalhadas, principalmente com a morte do bando de “El Sordo”,que anos mais tarde, em uma noite chuvosa e com uma programação péssima na televisão, li o capítulo para meus filhos, que ficaram igualmente impressionados e também são fãs.
Foi através deste livro que descobri que houve uma guerra civil na Espanha e que os rebeldes de meu livro tinham sido derrotados. Li praticamente toda sua obra, que tem os livros maiores e menores e que, sinceramente, a família, sabendo que ele chegava a revisar um livro quase vinte vezes antes de publicá-lo, não deveria ter deixado que alguns textos chegassem ao público.
Em tempos de Internet e graças a um livro que comprei em um sebo, pude saber mais sobre sua vida, seus tempos em Paris, como ele detestava o título “Geração Perdida”, como ele foi um dos primeiros a chegar em Paris com sua tropa e “libertar” o Ritz, na Segunda Guerra Mundial,  sua troca de correspondência com vários autores em que os incentivava, inclusive com J.D Salinger, autor do livro “ O apanhador nos campos de centeio”.
Sua vida familiar foi atribulada  e o Papa, como gostava de ser chamado pelos filhos e cujo apelido foi divulgado aos amigos por Robert Capa, que estava hospedado em sua casa,  não foi sempre feliz,mas celebrou a vida com intensidade. Impossível não amar “Santiago” em “O velho e o mar”.
Algumas pessoas dizem que após a morte, a pessoa escolhe a melhor parte de sua vida para viver. O Papa elegeu a época que viveu em Paris, com sua primeira esposa e filho, quando jovem. “Paris é uma festa” é uma obra inacabada, onde ele fala sobre os velhos tempos, sobre sua amizade com Scott F. Ftitzgerald ,os amigos, como James Joyce, período celebrado no filme “Meia-noite em Paris” de Woody Allen.
Espero que  mais pessoas descubram sua obra, com todas as contradições que o fizeram grande e que entendam o  porquê, no filme “Cidade dos Anjos”, o personagem de Nicolas Cage diz que os livros dele são os seus favoritos, pois ele pode entender perfeitamente pela leitura as emoções que os humanos sentem, principalmente diante da natureza.

Em tempo: Meu livro preferido é “Adeus às armas”.


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